A psicologia por trás dos acertos nos aplicativos de relacionamentos

Entendendo a psicologia no uso dos aplicativos de namoro pode aumentar seu sucesso amoroso
Entendendo a psicologia no uso dos aplicativos de namoro pode aumentar seu sucesso amoroso

Com a invenção dos aplicativos de relacionamentos os solteiros nunca tiveram tantas opções de encontros. Mas isso não quer dizer que a vida deles tenha se tornado um mar de rosas. “Sites e aplicativos de relacionamentos são confeccionados de uma maneira tal, que geralmente acabam frustrando as chances de um relacionamento verdadeiro”, revela a pesquisa encomendada pela “Association for Psychological Science” e publicada em fevereiro/2016 na revista “Psychological Science in the Public Interest”.

“Aplicativos e sites de relacionamento são ótimos, pois permitem às pessoas terem acesso à potenciais parceiros que de outra forma nunca teriam. Porém, algumas de suas funcionalidades acabam sabotando sua utilidade” diz Eli J.Finkel, Ph.D., cientista responsável pela pesquisa.  

As características procuradas no perfis podem ser muito diferentes daquelas que irão fazer você se apaixonar pela pessoa
As características procuradas no perfis podem ser muito diferentes daquelas que irão fazer você se apaixonar pela pessoa

Uma das fragilidades apontadas nos aplicativos de relacionamentos é o excesso de confiança nos “perfis” que os usuários publicam. Mesmo que muitos aplicativos funcionem com fotos e mecanismos de busca detalhado de perfis (que acabam por cobrir traços e características pessoais),  essas informações não são necessárias para identificar um potencial namorado(a), escreve Finkel.  

Isso porque muitas vezes as pessoas não sabem o que querem em um companheiro – mesmo que geralmente elas acreditem saber. Estudos revelam que as pessoas frequentemente não sabem ao certo o que as atraem às outras, e características que elas procuram nos perfis dos aplicativos de relacionamentos podem ser muito diferentes daquelas que irão depois, no mundo real, acender a chama do amor.

Conclusão: não importa o número infinito de horas que você passa estudando o perfil dos usuários de seu aplicativo preferido, você sempre estará longe de saber quem será sua cara metade.

Aplicativos de encontros criam uma mentalidade de compras, o que não é uma boa maneira de se escolher um parceiro
Aplicativos de encontros criam uma mentalidade de compras, o que não é uma boa maneira de se escolher um parceiro

A abundância de perfis pode também tornar os usuários muito críticos e exigentes. A mecanicidade com que podem passar de um perfil à outro pode levá-los a banalizar as opções dos potenciais parceiros e compará-los como pares de sapatos. “Aplicativos de encontros criam uma mentalidade de compras, o que não é particularmente uma boa maneira de se escolher um parceiro” diz Harry Reis, Ph.D., um dos autores da pesquisa e professor de psicologia na University of Rochester Medical Center, em Rochester, Nova Iorque.

A lógica do sistema de compras pode ser eficiente online, mas quando levada ao mundo real, onde as interações acontecem cara à cara, os usuários tendem a se sentir vulneráveis, sobretudo em uma situação já não muito natural e carregada de expectativas: “chance do encontro fluir de forma espontânea criando uma verdadeira interação é realmente pequena”, diz o professor Reis.

As pessoas analisam demais as mensagens trocadas o que só aumenta mal-entendidos e decepções
As pessoas analisam demais as mensagens trocadas o que só aumenta mal-entendidos e decepções

A comunicação online é uma boa coisa, mas o excesso pode gerar falsas expectativas.  As pessoas tendem a analisar demais as mensagens trocadas o que só aumenta a possibilidade de mal-entendidos e decepções, dizem os pesquisadores. 

Nada disso porém significa que aplicativos de relacionamentos não são uma boa maneira de encontrar pessoas. A pesquisa enfatiza que eles são uma fonte valiosa para pessoas em busca de um par, desde que elas não coloquem muita atenção nos perfis e esperança nos matchs.

Ao invés de comparár mais e mais perfis, sugere um café ou almoço, para conhecer a pessoa
Ao invés de comparár mais e mais perfis, sugere um café ou almoço, para conhecer a pessoa

Uma dica que a pesquisa dá aos usuários de aplicativos de relacionamentos é que assim que identificarem parceiros promissores o melhor a fazer é mover, o mais rápido possível, a conversa do ambiente virtual para o real.

“Ao invés de acrescentar mais e mais perfis e compará-los, envie uma mensagem com um convite para um café ou almoço, em um lugar público, e use esse tempo para conhecer a pessoa”, diz Reis. Não se concentre em julgar a pessoa. O que você deve perguntar é: você ri com essa pessoa? Você se sente bem com essa pessoa?

“Não se concentre em julgar a pessoa. O que você deve perguntar é: você ri com essa pessoa? Você se sente bem com essa pessoa?”

Provavelmente nunca haverá nada melhor do que conhecer alguém pessoalmente, conversando em uma mesa de restaurante.

O novo aplicativo de encontros LOBSTR trouxe exatamente essa proposta: convidar uma pessoa que você tenha interesse em conhecer para almoçar em um restaurante selecionado. LOBSTR é disponível na Apple App Store e Google Play Store (Brasil). 

www.getLobstr.com

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